17/09/2026 Cesama amplia estrutura de centrifugamento de lodo e reforça cuidado com todo o processo de tratamento de esgoto

Postado por: Cesama



A Companhia de Saneamento Municipal (Cesama) acaba de reforçar sua estrutura para o tratamento e a destinação adequada dos resíduos gerados nas Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs). Com a chegada de uma segunda centrífuga à ETE Barbosa Lage, a companhia amplia sua capacidade e segurança no desaguamento do lodo residual do processo de tratamento, reforçando a preocupação e o cuidado com todas as etapas do saneamento.

Conforme explica o chefe do Departamento de Tratamento de Esgoto (DETE) da Cesama, Ricardo Albuquerque, a ampliação dos equipamentos representa um importante avanço operacional. “A nova unidade amplia a segurança da estação, que passa a contar com dois equipamentos destinados ao desaguamento do lodo, e garante maior continuidade ao processo, uma vez que retira grande parte da umidade presente no material, reduzindo seu volume e, consequentemente, facilitando seu transporte e sua destinação final em aterros sanitários”.

O mesmo investimento foi realizado na ETE União-Indústria, que também recebeu, recentemente, uma segunda centrífuga. “A Cesama, nos últimos tempos, tem feito diversos investimentos em equipamentos para o desaguamento do lodo, no caso, as centrífugas. Temos então duas unidades em cada ETE para que não aconteça descontinuidade do processo no caso de alguma falha ou necessidade de manutenção em uma delas”, destaca Ricardo.

Segundo o professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Edgard Henrique Dias, o tratamento de esgoto tem como principal objetivo remover a carga poluidora antes que o efluente tratado seja lançado nos rios. “O lodo de esgoto é o excesso desses micro-organismos que se reproduziram consumindo a matéria orgânica e que precisa ser removido das estações”, explica.

Embora a ETE Barbosa Lage e a ETE União-Indústria utilizem processos biológicos, com a atuação de micro-organismos na degradação da matéria orgânica e a consequente geração de lodo de esgoto, os sistemas se diferenciam pela presença ou ausência de oxigênio. “Na ETE União-Indústria, não há a presença de oxigênio, ou seja, o sistema é anaeróbio. Já em Barbosa Lage, é utilizado o sistema aeróbio, com a presença de oxigênio e a aplicação de diferentes micro-organismos que vão atuar na degradação da matéria orgânica presente nos esgotos”, detalha o professor.

Na ETE Barbosa Lage, portanto, o manejo do lodo vai além do desaguamento. Parte desse material é reaproveitada dentro do próprio processo de tratamento, no chamado sistema de lodos ativados. “Os micro-organismos se reproduzem durante o processo e formam uma massa que, após as etapas de tratamento e decantação, precisa ser adequadamente manejada”, explica Edgard. E ele conclui. “Uma parcela segue para o decantador secundário, onde ocorre a separação entre o esgoto tratado e o lodo, e outra retorna ao tanque de aeração, contribuindo para a manutenção da eficiência do sistema, enquanto o excedente segue para a centrífuga e, posteriormente, para sua destinação final”.

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