Juiz de Fora - MG, Sábado, 11 de Outubro de 2008 HOME | MAPA DO SITE | FALE CONOSCO | INTRANET
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 Ribeirão Espírito Santo
Ribeirão Espírito Santo

     A bacia do Ribeirão do Espírito Santo (BD24-ES), com área total de 145 Km², e com quase sua totalidade situada em zona rural, localiza-se à noroeste do município de Juiz de Fora -MG, que é drenado por 156 sub-bacias de diversas dimensões. Todas ela fazem parte da Bacia do Rio Paraibuna, que tem a Bacia do Ribeirão Espírito Santo como um de seus afluentes pela margem direita, fazendo parte, conseqüentemente, da grande bacia do Rio Paraíba do Sul. O ponto de maior altitude na bacia está localizado próximo a Fazenda da Laje, com 914 metros de altitude, e o seu ponto mais baixo, de 640 metros de altitude, fica localizado na foz do Ribeirão do Espírito Santo em sua chegada no Rio Paraibuna.

     O Ribeirão do Espírito Santo, principal corpo hídrico da bacia, nasce à uma altitude de 840 metros e deságua no Rio Paraibuna na altitude de 640 metros. Os principais afluentes do Ribeirão do Espírito Santo são o Córrego Gouveia e o Córrego Vermelho pela margem esquerda e o Córrego Barreiro e o Córrego Penido pela margem direita.

     A bacia estudada tem como principal uso o abastecimento de água potável para a população de Juiz de Fora, em segundo plano o consumo para uso industrial, e com menor aproveitamento dos recursos hídricos ainda existem as atividades de irrigação de pequenas culturas e atividades agropecuárias, pouco expressivas na região.

     A atividade agrícola na bacia pode ser considerada inexpressiva, observando-se apenas existência de culturas temporárias (milho, arroz e feijão), representando 0,26 % da área total e sem utilização de defensivos agrícolas, e também culturas permanentes (café), representando 0,12 % da área total, com pequena utilização de defensivos agrícolas, sem apresentar ainda, riscos para o manancial.

     A pecuária já predominou na área da bacia, onde se observa a vasta extensão coberta por vegetação rasteira, aproveitada somente para pastagens. Com o desmatamento ocorrido na região, constata-se um grande número de nascentes desprotegidas e a falta de matas ciliares, aliadas ao grande número de áreas alagáveis, com potencial para reservas hídricas, sendo drenadas e transformadas em pastagens. Isso promove uma escassez de água de fim de seca, trazendo preocupação para um cenário futuro dos recursos hídricos na bacia.

     Observa-se, também, uma exploração mineral de extração de saibro na região, principalmente na sub-bacia do Córrego Penido, causando degradação ambiental e contribuindo para o assoreamento dos cursos d´água da bacia que necessitam de um controle por parte das autoridades competentes.

     A diminuição do disponibilidade de água na bacia e a expansão agropecuária da região pode representar um sério problema para a qualidade das águas em um futuro próximo.

Ribeirão Espírito Santo

     A bacia do Ribeirão do Espírito Santo vem sofrendo mudanças, sendo as maiores nos últimos anos, quando foram implantados empreendimentos, entre os quais podemos citar a construção da Usina Termoelétrica de Juiz de Fora, Residencial Hípica Caracol e o Gasoduto, com grandes movimentos de terra, diminuindo a área coberta. Isso facilitou o assoreamento dos cursos d´água da bacia, já com alguns reflexos na qualidade da água no que tange à cor e turbidez médias anuais.

     Tal fato se agrava devido às saibreiras existentes, com o processo de erosão já relatados, e que necessitam de trabalhos de engenharia para estabilização dos taludes, além de outras ações de recuperação.


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