|
|
A bacia do Ribeirão do Espírito Santo (BD24-ES), com área
total de 145 Km², e com quase sua totalidade situada em zona rural, localiza-se à
noroeste do município de Juiz de Fora -MG, que é drenado por 156 sub-bacias de diversas
dimensões. Todas ela fazem parte da Bacia do Rio Paraibuna, que tem a Bacia do Ribeirão
Espírito Santo como um de seus afluentes pela margem direita, fazendo parte,
conseqüentemente, da grande bacia do Rio Paraíba do Sul. O ponto de maior altitude na
bacia está localizado próximo a Fazenda da Laje, com 914 metros de altitude, e o seu
ponto mais baixo, de 640 metros de altitude, fica localizado na foz do Ribeirão do
Espírito Santo em sua chegada no Rio Paraibuna.
|
|
O Ribeirão do Espírito Santo, principal corpo hídrico da
bacia, nasce à uma altitude de 840 metros e deságua no Rio Paraibuna na altitude de
640 metros. Os principais afluentes do Ribeirão do Espírito Santo são o Córrego Gouveia
e o Córrego Vermelho pela margem esquerda e o Córrego Barreiro e o Córrego Penido pela
margem direita.
A bacia estudada tem como principal uso o abastecimento
de água potável para a população de Juiz de Fora, em segundo plano o consumo para uso
industrial, e com menor aproveitamento dos recursos hídricos ainda existem as atividades
de irrigação de pequenas culturas e atividades agropecuárias, pouco expressivas na
região.
A atividade agrícola na bacia pode ser considerada
inexpressiva, observando-se apenas existência de culturas temporárias (milho, arroz e
feijão), representando 0,26 % da área total e sem utilização de defensivos agrícolas, e
também culturas permanentes (café), representando 0,12 % da área total, com pequena
utilização de defensivos agrícolas, sem apresentar ainda, riscos para o manancial.
A pecuária já predominou na área da bacia, onde se observa
a vasta extensão coberta por vegetação rasteira, aproveitada somente para pastagens. Com
o desmatamento ocorrido na região, constata-se um grande número de nascentes desprotegidas
e a falta de matas ciliares, aliadas ao grande número de áreas alagáveis, com potencial
para reservas hídricas, sendo drenadas e transformadas em pastagens. Isso promove uma
escassez de água de fim de seca, trazendo preocupação para um cenário futuro dos recursos
hídricos na bacia.
Observa-se, também, uma exploração mineral de extração de
saibro na região, principalmente na sub-bacia do Córrego Penido, causando degradação
ambiental e contribuindo para o assoreamento dos cursos d´água da bacia que necessitam de
um controle por parte das autoridades competentes.
A diminuição do disponibilidade de água na bacia e a expansão
agropecuária da região pode representar um sério problema para a qualidade das águas em um
futuro próximo.
A bacia do Ribeirão do Espírito Santo vem sofrendo mudanças, sendo as
maiores nos últimos anos, quando foram implantados empreendimentos, entre os quais podemos
citar a construção da Usina Termoelétrica de Juiz de Fora, Residencial Hípica Caracol e o
Gasoduto, com grandes movimentos de terra, diminuindo a área coberta. Isso facilitou o assoreamento
dos cursos d´água da bacia, já com alguns reflexos na qualidade da água no que tange à cor e
turbidez médias anuais.
Tal fato se agrava devido às saibreiras existentes, com o processo
de erosão já relatados, e que necessitam de trabalhos de engenharia para estabilização dos
taludes, além de outras ações de recuperação.
|