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1 - INTRODUÇÃO:
A água, recurso natural indispensável à vida, deve ser
controlada e utilizada em padrões de qualidade satisfatórios, por seus usuários
atuais e pelas gerações futuras.
Juiz de Fora, cidade de Porte Médio, com cerca de
500.000 habitantes, necessita, não só buscar alternativas para o 3º milênio, mas
também eliminar, ou diminuir os riscos da utilização das águas de nascentes, minas e
poços, já que estas fontes são largamente utilizadas pela população da periferia,
especialmente pelos da baixa renda, impedidos de Ter acesso à água tratada, por
falta de rede nos locais onde moram, ou por falta de condições financeiras de arcar
com o ônus da instalação do serviço.
Sabemos que as doenças de veiculação hídrica são
responsáveis pela ocupação de grande número de leitos em hospitais, com tratamento de
alto custo e permanência prolongada, situação que poderia ser evitada se houvesse
controle destas fontes alternativas e orientação sobre utilização de águas não
tratadas e, ainda, educação sanitária ao alcance de todos.
A Saúde no Brasil, nesta fase de transição entre um
sistema arcaico centralizado em Brasília, para um sistema municipalizado, ou seja,
para a transferência da gestão da saúde para cada município através do SUS – Sistema
Único de Saúde, está um verdadeiro caos, com falta de leitos em hospitais públicos e
conveniados para atender a demanda, gerando graves conseqüências: atendimento precário
nos corredores, mortes por falta de atendimento, número insuficiente de médicos e
outros profissionais de saúde, falta de equipamentos, falta de medicamentos, falta de
uma política salarial que preserve a dignidade profissional, enfim, uma verdadeira
tragédia atingindo principalmente os mais carentes e desprotegidos que não possuem um
plano de saúde.
Será utopia imaginarmos que, através de um trabalho da
base, da Educação Sanitária, do envolvimento da Comunidade no encaminhamento dos seus
problemas, poderemos caminhar para a solução, ou, na pior das hipóteses, para a
minoração destes problemas?
Não. Isto não é utópico. Nem é sonho. Basta que tenhamos
dirigentes comprometidos com o Povo, não só nos discursos dos palanques eleitorais, mas,
sobretudo, na ação efetiva que deve acompanhar o exercício do mandato; que tenhamos
transparência na aplicação do dinheiro destinado à saúde, o CPMF aí está; que tenhamos,
enfim, seriedade e competência para buscarmos as soluções mais adequadas, sem demagogia.
Este trabalho visa o controle das águas das nascentes, minas
e poços com objetivos bem definidos, a para atingirmos estes objetivos, necessitamos conhecer,
de perto, a situação de nascente, de cada mina, de cada poço de uso comunitário, fazendo
verificação e levantamentos no local e realizando, periodicamente, análises físico-químicas
e microbiológicas.
Faz-se necessário também, ampla ação envolvendo não só a
CESAMA, mas outros órgãos, tais como: Secretaria Municipal de Educação; Secretaria Municipal
de Saúde; Superintendência Regional de Ensino; Sociedades Pró-Melhoramentos dos Bairros e
outras entidades Comunitárias; Conselho Municipal de Saúde, etc.
2. OBJETIVOS
2.1 – Conhecer a composição físico-química e microbiológica das águas das nascentes,
minas e poços utilizadas para consumo humano.
2.2 – Fazer levantamento da situação sanitária dos locais onde estas fontes
alternativas de água.
2.3 – Informar a comunidade sobre os riscos e danos representa para a saúde a
utilização indiscriminada de tais águas.
2.4 – Fornecer meios para eliminação dos riscos e orientação sobre tratamento
“caseiro“.
2.5 – Realizar periodicamente o exame microbiológico de tais águas.
3. ÓRGÃOS ENVOLVIDOS
3.1 – CESAMA – Companhia de Saneamento e Pesquisa de Meio Ambiente.
3.2 – SPMS – Sociedade Pró-Melhoramentos dos Bairros onde estão localizadas as
nascentes, minas e poços.
3.3 – SMS – Secretaria Municipal de Saúde.
3.4 – SME – Secretaria Municipal de Educação.
3.5 – Conselho Municipal de Saúde.
3.6 – 18ª Superintendência Regional de Ensino.
4. OPERACIONALIZAÇÃO
4.1- Levantamento de todas as nascentes, minas e poços utilizados pela
comunidade, de acordo com ficha cadastral. (Anexo l).
4.2 – Reunião com a Secretaria Municipal de Educação.
4.3 – Reunião com a Secretaria Municipal de Saúde.
4.4 – Reunião com os Presidentes das SPMS.
4.5 – Participação em reunião do Conselho Municipal de Saúde.
4.6 – Realização de exame físico-químico e bacteriológico de todas as
nascentes, minas e poços, periodicamente.
4.7 – Montagem de projetos visando a orientação da comunidade, através
de palestras, filmes, slides, etc.
5 . NECESSIDADES
5.1 – Um veículo com motorista para fazer os levantamentos necessários.
5.2 – Pessoal para coletar amostras e realizar as análises no laboratório.
5.3 – Confecção das fichas cadastrais.
Escrito por : Bioquímica Maria Luiza de Oliveira Moraes
(SENP – Setor de Controle de Nascentes, Minas e Poços);
Apoio : Bióloga Marta Juciara de Assis Pereira Delmonte
(SEMA – Setor Meio Ambiente).
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