Juiz de Fora - MG, Sábado, 11 de Outubro de 2008 HOME | MAPA DO SITE | FALE CONOSCO | INTRANET
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 Projeto de Controle das Nascentes, Minas e Poços

1 - INTRODUÇÃO:

     A água, recurso natural indispensável à vida, deve ser controlada e utilizada em padrões de qualidade satisfatórios, por seus usuários atuais e pelas gerações futuras.

     Juiz de Fora, cidade de Porte Médio, com cerca de 500.000 habitantes, necessita, não só buscar alternativas para o 3º milênio, mas também eliminar, ou diminuir os riscos da utilização das águas de nascentes, minas e poços, já que estas fontes são largamente utilizadas pela população da periferia, especialmente pelos da baixa renda, impedidos de Ter acesso à água tratada, por falta de rede nos locais onde moram, ou por falta de condições financeiras de arcar com o ônus da instalação do serviço.

     Sabemos que as doenças de veiculação hídrica são responsáveis pela ocupação de grande número de leitos em hospitais, com tratamento de alto custo e permanência prolongada, situação que poderia ser evitada se houvesse controle destas fontes alternativas e orientação sobre utilização de águas não tratadas e, ainda, educação sanitária ao alcance de todos.

     A Saúde no Brasil, nesta fase de transição entre um sistema arcaico centralizado em Brasília, para um sistema municipalizado, ou seja, para a transferência da gestão da saúde para cada município através do SUS – Sistema Único de Saúde, está um verdadeiro caos, com falta de leitos em hospitais públicos e conveniados para atender a demanda, gerando graves conseqüências: atendimento precário nos corredores, mortes por falta de atendimento, número insuficiente de médicos e outros profissionais de saúde, falta de equipamentos, falta de medicamentos, falta de uma política salarial que preserve a dignidade profissional, enfim, uma verdadeira tragédia atingindo principalmente os mais carentes e desprotegidos que não possuem um plano de saúde.

     Será utopia imaginarmos que, através de um trabalho da base, da Educação Sanitária, do envolvimento da Comunidade no encaminhamento dos seus problemas, poderemos caminhar para a solução, ou, na pior das hipóteses, para a minoração destes problemas?

     Não. Isto não é utópico. Nem é sonho. Basta que tenhamos dirigentes comprometidos com o Povo, não só nos discursos dos palanques eleitorais, mas, sobretudo, na ação efetiva que deve acompanhar o exercício do mandato; que tenhamos transparência na aplicação do dinheiro destinado à saúde, o CPMF aí está; que tenhamos, enfim, seriedade e competência para buscarmos as soluções mais adequadas, sem demagogia.

     Este trabalho visa o controle das águas das nascentes, minas e poços com objetivos bem definidos, a para atingirmos estes objetivos, necessitamos conhecer, de perto, a situação de nascente, de cada mina, de cada poço de uso comunitário, fazendo verificação e levantamentos no local e realizando, periodicamente, análises físico-químicas e microbiológicas.

     Faz-se necessário também, ampla ação envolvendo não só a CESAMA, mas outros órgãos, tais como: Secretaria Municipal de Educação; Secretaria Municipal de Saúde; Superintendência Regional de Ensino; Sociedades Pró-Melhoramentos dos Bairros e outras entidades Comunitárias; Conselho Municipal de Saúde, etc.

2. OBJETIVOS

2.1 – Conhecer a composição físico-química e microbiológica das águas das nascentes, minas e poços utilizadas para consumo humano.

2.2 – Fazer levantamento da situação sanitária dos locais onde estas fontes alternativas de água.

2.3 – Informar a comunidade sobre os riscos e danos representa para a saúde a utilização indiscriminada de tais águas.

2.4 – Fornecer meios para eliminação dos riscos e orientação sobre tratamento “caseiro“.

2.5 – Realizar periodicamente o exame microbiológico de tais águas.

3. ÓRGÃOS ENVOLVIDOS

3.1 – CESAMA – Companhia de Saneamento e Pesquisa de Meio Ambiente.

3.2 – SPMS – Sociedade Pró-Melhoramentos dos Bairros onde estão localizadas as nascentes, minas e poços.

3.3 – SMS – Secretaria Municipal de Saúde.

3.4 – SME – Secretaria Municipal de Educação.

3.5 – Conselho Municipal de Saúde.

3.6 – 18ª Superintendência Regional de Ensino.

4. OPERACIONALIZAÇÃO

4.1- Levantamento de todas as nascentes, minas e poços utilizados pela comunidade, de acordo com ficha cadastral. (Anexo l).

4.2 – Reunião com a Secretaria Municipal de Educação.

4.3 – Reunião com a Secretaria Municipal de Saúde.

4.4 – Reunião com os Presidentes das SPMS.

4.5 – Participação em reunião do Conselho Municipal de Saúde.

4.6 – Realização de exame físico-químico e bacteriológico de todas as nascentes, minas e poços, periodicamente.

4.7 – Montagem de projetos visando a orientação da comunidade, através de palestras, filmes, slides, etc.

5 . NECESSIDADES

5.1 – Um veículo com motorista para fazer os levantamentos necessários.

5.2 – Pessoal para coletar amostras e realizar as análises no laboratório.

5.3 – Confecção das fichas cadastrais.

Escrito por : Bioquímica Maria Luiza de Oliveira Moraes
(SENP – Setor de Controle de Nascentes, Minas e Poços);

Apoio : Bióloga Marta Juciara de Assis Pereira Delmonte
(SEMA – Setor Meio Ambiente).


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